HELSINKI, 26 de agosto (Reuters) - A Nokia vai voltar a enfrentar o iPhone fazendo uma aposta no sistema operacional Linux, afirmaram várias fontes setoriais à Reuters.
A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, demonstrará seu primeiro aparelho acionado pelo Maemo, uma versão do Linux, na semana que vem, como parte do evento anual Nokia World, em Stuttgart, Alemanha, disseram as fontes.
Mas analistas afirmaram que é provável que não seja possível determinar antes do ano que vem se a Nokia será capaz de atingir seus objetivos.
O grupo finlandês vem conduzindo experiências com o Linux desde 2005, e o utiliza em seus "Internet tablets" --aparelhos portáteis semelhantes a celulares dedicados ao acesso à Web. Mas essa categoria não conseguiu conquistar o mercado de massa em parte devido à sua falta de capacidade como celulares.
"Parece que o Maemo, ou pelo menos alguma forma derivativa do Linux, desempenhará papel importante entre os produtos de topo de linha da Nokia no próximo ano ou dois", disse Neil Mawston, da Strategy Analytics.
O sistema operacional Symbian, da Nokia, aciona metade dos aparelhos vendidos no mercado de celulares inteligentes, um volume superior ao total somado de seus rivais Apple, Research in Motion e Google.
Mas os analistas afirmam que produtos baseados no Linux podem oferecer importantes vantagens.
"O Maemo é claramente mais flexível que o Symbian, de modo que serve como melhor opção para aparelhos avançados que usam diversas tecnologias de tela e software de interface com o usuário em rápida evolução", disse o analista Tero Kuittinen, da MKM Partners.
Um porta-voz da Nokia disse que a empresa não comenta sobre futuros lançamentos de celulares.
Os produtos de topo de linha são importantes para a Nokia não só porque a empresa perdeu mercado nesse segmento como porque seus preços médios de venda caíram mais rápido que a média do setor.
Fonte: UOL Tecnologia
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Japoneses quebram WPA em poucos minutos
Falha foi identificada em 2008, mas só agora demonstrou-se a fragilidade da técnica criptográfica. Recomenda-se migrar para WPA2.
Os cientistas japoneses Toshihiro Ohigashi, da Universidade de Hiroshima e Masakaty Morii, da Universidade de Kobe, desenvolveram uma forma de quebrar a criptografia do tipo WPA (Wi-FI Protected Access), muito usada na proteção de roteadores de redes sem fio para manter a segurança.
Em questão de minutos, os pesquisadores conseguiram a façanha, apresentada no evento Joint Workshop on Information Security, sediado em Taiwan, há duas semanas. Mais detalhes serão apresentados em conferência no Japão, que deve acontecer no dia 24 de setembro.
Quem faz o ataque consegue ler tráfego criptografado em WPA, que circula em uma rede. Especialistas em segurança já tinham alertado para essa possibilidade em novembro do ano passado, mas os japoneses levaram a teoria à prática e mostraram que a quebra de segurança pode ocorrer em minutos.
Os sistemas de criptografia em roteadores sem fio têm um longo histórico de problemas. O sistema WEP (Wired Equivalent Privacy), lançado em 1997, foi quebrado poucos anos depois e hoje é considerado completamente inseguro.
Já existe, no entanto, alternativa para o WPA. É o WPA 2, que existe desde março de 2006. "Apesar da alternativa mais segura, ainda existe uma grande base instalada pelo mundo que não migrou para o novo sistema", afirma o diretor de marketing da organização Wi-Fi Alliance, Kelly Davis-Felner. A Wi-Fi Alliance é a entidade responsável por estabelecer padrões de redes sem fio para a indústria.
Para o CEO da empresa de segurançca Errata Security, Robert Graham, a nova prática de quebra de segurança não chega a ser um motivo de desespero, mas é preocupante. "Os softwares de segurança existentes no mercado são capazes de barrar esse ataque se o roteador não o fizer, mas a quebra da segurança é o suficiente para os profissionais de tecnologia dispensarem o sistema WPA", diz.
A alteração do tipo de segurança no roteador é simples e pode ser configurado por qualquer pessoa que tenha acesso administrativo à interface do equipamento.
IDG News Service
Os cientistas japoneses Toshihiro Ohigashi, da Universidade de Hiroshima e Masakaty Morii, da Universidade de Kobe, desenvolveram uma forma de quebrar a criptografia do tipo WPA (Wi-FI Protected Access), muito usada na proteção de roteadores de redes sem fio para manter a segurança.
Em questão de minutos, os pesquisadores conseguiram a façanha, apresentada no evento Joint Workshop on Information Security, sediado em Taiwan, há duas semanas. Mais detalhes serão apresentados em conferência no Japão, que deve acontecer no dia 24 de setembro.
Quem faz o ataque consegue ler tráfego criptografado em WPA, que circula em uma rede. Especialistas em segurança já tinham alertado para essa possibilidade em novembro do ano passado, mas os japoneses levaram a teoria à prática e mostraram que a quebra de segurança pode ocorrer em minutos.
Os sistemas de criptografia em roteadores sem fio têm um longo histórico de problemas. O sistema WEP (Wired Equivalent Privacy), lançado em 1997, foi quebrado poucos anos depois e hoje é considerado completamente inseguro.
Já existe, no entanto, alternativa para o WPA. É o WPA 2, que existe desde março de 2006. "Apesar da alternativa mais segura, ainda existe uma grande base instalada pelo mundo que não migrou para o novo sistema", afirma o diretor de marketing da organização Wi-Fi Alliance, Kelly Davis-Felner. A Wi-Fi Alliance é a entidade responsável por estabelecer padrões de redes sem fio para a indústria.
Para o CEO da empresa de segurançca Errata Security, Robert Graham, a nova prática de quebra de segurança não chega a ser um motivo de desespero, mas é preocupante. "Os softwares de segurança existentes no mercado são capazes de barrar esse ataque se o roteador não o fizer, mas a quebra da segurança é o suficiente para os profissionais de tecnologia dispensarem o sistema WPA", diz.
A alteração do tipo de segurança no roteador é simples e pode ser configurado por qualquer pessoa que tenha acesso administrativo à interface do equipamento.
IDG News Service
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